A extremidade dos cinco dedos não lhe adivinha a forma
Encontro-lhe pequenas saliências rodeadas de minúsculos poros,
um ponto fundo que une o princípio e o fim.
Agarro-a na palma da mão.
Afigura-se-me maior
Rodopio-a suavemente para a adivinhar.
Na mão transborda as linhas,
quase chega à ponta dos dedos.
Não a agarro inteira.
Atrevo-me com as duas mãos.
Encaixe perfeito.
Tenho a sensação que guardo entre os dedos um segredo inconfessável,
redondo,
esponjoso.
Elevo os dedos ao nariz.
Cheira a terra amarga,
Lembra a estação dos dias pequenos,
A chuva!
Aos pequenos-almoços com torradas
e ao supremo líquido que espremo dela!

© Andrea

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