Emílio sabe que é esse o seu destino, por isso resiste como pode ao avanço da doença que lhe apaga o discernimento e as linhas do rosto de quem o rodeia. “Rugas” é a história dessa resistência. A doença acaba por vencer – nem os autocolantes colados nas coisas, com os respetivos nomes, salvam Emílio do lento afundar no esquecimento de si e dos outros. Mas pelo caminho, há gestos de uma extraordinária humanidade, como quando o seu companheiro de quarto o ajuda a vestir a camisa, porque ele já não sabe abotoá-la.

José Mário Silva, in Revista Actual do Expresso, sobre o livro “Rugas “de Paco Roca

001_2048ANDRÉS OROZCO CHAVES

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