Sinto-me ligeiramente nostálgico. No regresso do Caminho custa-me sempre a reaprendizagem do quotidiano, como se me doesse a acção de empurrar a planta dos pés contra o chão. Creio que é o resultado híbrido da relação que existe entre os processos de deslumbramento e de envelhecimento; permite que olhe mais desapaixonadamente a realidade, os contextos, e que, simultaneamente, redescubra a comoção, como se lê nos versos de Herberto Helder: “Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta do gosto, o entusiasmo do mundo.”

José Rui Teixeira

01_2048ANDRÉS OROZCO CHAVES

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