… não é possível perceber nada que se relacione com interpretação sem termos pessoas à volta. Nada de realmente muito sério. E o que percebo, cada vez mais e de uma forma mais clara, é que interpretamos de acordo com aquilo que vivemos. Não há nada a fazer. A nossa vida toda está presente nas nossas leituras, no que dizemos sobre o que lemos, nos nossos erros ou mal-entendidos, nas nossas experiências de felicidade. Os outros ajudam a que entendamos que estamos a falar de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos profundamente, do que repudiamos. É uma espécie de vida em permanente ricochete. Será que, a certa altura, no momento em que crescemos por fim, deixamos de nos desviar?

[Bomba Inteligente]

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