Basta fechar os olhos, para que o silêncio,
o mais distante, contorne tua face
constelando-a onde nunca estarás.
Para tanto, abraçaste o desassossego
de itinerários silenciados pelas estrelas.
Soubeste o nome de tua dor mais reclusa?

Só, ergueste os braços para o que nunca soubeste
e havia apenas um rastilho de madrugada
convidando-te para o banquete das palavras
as mais delicadas, as nunca ditas. ”

— Alexandre Bonafim
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