Brancura presa nas romãs

O ganha-pão cega a realidade

Crosta crua perfurada

Poesia infundada

No advir da manhã

Passos

Onde estão?

Já não existem

Apagar o nó do olhar

E aqui dentro não há círculo

Horizonte

Veloz fundido cor de rosa

A terra puxa-me para dentro

Querer-me-á de volta?

[Andrea Lopes]

Advertisements